Mundo atribulado este nosso... Mas ao se apertar muita coisa, o extrato aparece (ou não)!!! Preparem-se, pois esta postagem está maior que a paciência de vocês ao esperar as notas e frequências...

Esta semana tivemos uma excelente discussão sobre vibrissas e pelos táteis. Fiquei curioso sobre o assunto e resolvi me aprofundar um pouco, principalmente por ser responsável em levar informações aos discentes. Mas vamos lá...O termo vibrissa vem do latim vibrissa, que originalmente se refere aos pelos nasais humanos. Em medicina humana, a palavra é consagrada não apenas para se referir a este tipo especial de pelo, mas também àqueles localizados no interior da orelha.
De uma forma geral, as vibrissas são pelos táteis ou sensitivos localizados dentro ou no entorno de orifícios naturais que apresentem folículos pilosos (incluindo a região superior dos lábios). Esses pelos não possuem terminações nervosas, mas sim células nervosas, estando inclusos em uma bainha de sangue denominada seio sanguíneo. Esse meio líquido serve como uma espécie de amplificador dos movimentos pilosos.
Na área animal, o termo foi expandido para qualquer tipo de pelo tátil, incluindo os famosos bigodes (gatos e focas, por exemplo), aqueles situados na lateral do corpo de roedores (hamsters) e outros alojados acima dos lábios (como em golfinhos, botos e peixes-bois). Também as aves possuem penas modificadas ao redor do bico, conhecidas na área ornitológica como vibrissas ou penugem sensorial.
Sabidamente as vibrissas são responsáveis por um sentido aguçado de tato. A remoção experimental dessas estruturas ou mesmo acidentes que causam a sua destruição (queimaduras, traumatismos com perda tecidual) fazem com que estes indivíduos percam uma série de características inerentes à caça, comportamento de procura e hábito alimentar.
Quanto à etimologia médica da palavra, apesar de seu uso primário ter denominado os pelos nasais humanos, o próprio banco de dados da OMS (OPAS-BIREME) reconhece que mamíferos também os possuem, servindo como órgãos táteis. Os dicionários técnicos da área médica humana se referem às vibrissas como pelos sensoriais nasais. Já nos dicionários técnicos que envolvem a área animal como um todo (incluindo a medicina veterinária e a biologia), o termo já está padronizado tanto com o sentido humano como o animal. Adicionalmente, os ácaros sarcoptídeos também possuem vibrissas, da mesma forma que alguns insetos das famílias dos coleópteros (besouros, escaravelhos e gorgulhos) e dos lepidópteros (borboletas e mariposas).
Logo, o termo vibrissa pode se referir, também, aos pelos táteis encontrados nos mamíferos não-humanos, bem como em certas aves, ácaros e insetos. Ufa...
As notas das segundas avaliações de DPI e Semio estão no final da postagem. Na caixa postal de vocês eu coloquei um painel mais abrangente, incluindo a frequência, os abonos recebidos e os requerimentos de 2a. chamada de provas perdidas. Esta semana vamos conversar sobre os nossos últimos dias do semestre (escalambroso, não???).
Para não perder o costume, aí vai a programação da semana:
GRADUAÇÃO
VET172 / GMV116 (SEMIOLOGIA)
01/12, terça, 07h00 às 08h50, sala 10, turmas A/B (3a. Avaliação Teórica - 20%).
01/12, terça, 13h00 às 16h00, pátio, turma A (Avaliação Prática - 20%).
02/12, quarta, 13h00 às 16h00, pátio, turma B (Avaliação Prática - 20%).
OBSERVAÇÃO: Para as avaliações práticas, é necessário o uso de avental (ou macacão, se o sorteio for com equinos ou bovinos). Estão proibidos o uso de chinelos e bermudas. A ordem de realização das provas e a espécie a ser examinada será sorteada em cada dia.
VET174 / GMV 117 (DIAGNÓSTICO POR IMAGEM)
30/11, segunda, 08h00 às 09h00, sala 4, prática, turma B (Sistema Urinário).
30/11, segunda, 16h00 às 18h00, sala 9, teórica, turmas A/B (Tomografia Computadorizada).
01/12, terça, 10h00 às 11h00, sala US, prática, turma A (Diagnóstico Gestacional).
OBSERVAÇÃO: Para a aula prática de US, é necessário o uso de avental. Estão proibidos o uso de bonés, chinelos e bermudas. Verificar com o prof. Rodrigo a reposição da aula prática da turma B.
VET180 / GMV 126 (CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS)
Aula administrada em 18/09 (Dermatologia de Pequenos Animais).
VET221 / GMV 150 (CINOFILIA)
30/11, segunda, 10h00 às 11h50, sala 1, teórica, turma A (Grupos 7 e 9).
OBSERVAÇÃO: As avaliações devem ser entregues, impreterivelmente, até às 16h30 do dia 11/12, na Secretaria do Hospital Veterinário. Não serão aceitos trabalhos fora deste período ou que não estejam na Secretaria.
VET222 / GMV 170 (TÓPICOS AVANÇADOS EM DERMATOLOGIA DE PA)
Disciplina encerrada em 05/10/2009.
OBSERVAÇÃO: As avaliações devem ser entregues, impreterivelmente, até às 16h30 do dia 11/12, na Secretaria do Hospital Veterinário. Não serão aceitos trabalhos fora deste período ou que não estejam na Secretaria.
PÓS-GRADUAÇÃO
Disciplinas já oferecidas no 2º semestre
PET305 (Dermatologia) - E1
Disciplinas com prática in situ no 2º semestre (em andamento)
DMV305 (Prática Radiográfica em Pequenos Animais II) - R1
DMV321 (Prática Hospitalar em Imaginologia II) - R2
DMV323 (Seminários em Imaginologia II) - R1
DMV325 (Técnicas de Diagnóstico por Imagem em Pequenos Animais II) - R1
NOTAS DE SEMIO (30%)
200710157 - 68
200710177 - 60
200910209 - 70
200620161 - 77
200710161 - 59
200710156 - 80
200710163 - 78
200510176 - 59
200710164 - 58
200710180 - -
200710160 - 73
200610165 - 77
200710159 - 65
200710169 - 82
200710176 - 67
200710174 - 63
200610173 - 73
200710162 - 52
200710158 - 64
200710167 - 68
200720180 - 64
200710179 - -
200710171 - 72
200520174 - -
200620163 - 31
200710173 - 65
200710175 - 72
200710165 - 81
200620173 - 69
NOTAS DE DPI (20%)
200710157 - 55
200710177 - 77
200910209 - 56
200710161 - 71
200710156 - 60
200710163 - 48
200710164 - 73
200710180 - 68
200710160 - 65
200610165 - -
200710159 - 63
200710169 - 79
200710176 - 54
200710174 - 0
200710162 - 51
200710158 - 65
200710167 - 67
200720180 - 46
200710179 - -
200710171 - 40
200520174 - 39
200620163 - 65
200710173 - 57
200710175 - 65
200710165 - 83
200620173 - 53
Tá danado... Que notas são estas do DPI???

Os gatos sempre foram culpados por causarem alergias. O que realmente causa alergia a nós, seres humanos, são alérgenos protéicos oriundos da descamação epitelial destes felinos (o que pode ocorrer com qualquer animal, principalmente com aves). Muitos acham, erroneamente, que são os próprio pêlos. Até nas estórias em quadrinhos temos exemplos: lembram do Mingau, o gato da Magali da turma da Mônica? O pai da comilona tem alergia ao felino...
De qualquer forma, as alergias estão aumentando em nosso meio, por várias razões. Não podemos incrimimar os gatos, pois eles são uma das milhares de formas de se começar um processo alérgico. Aquela velha história de gatos hipoalergênicos, em que a principal proteína alergênica foi modificada, é coisa para inglês ver... Além de custarem uma bagatela de US$ 3,950.00 (ou cerca de R$ 7.100,00), não se pode garantir que eles não causem alergias, mas sim que diminuam os riscos de uma acontecer. Para quem tem dinheiro, fique à vontade...

Ainda não terminei de ler o livro, dada à falta de tempo para uma leitura tranquila, e em parte pelo conteúdo que precisa ser ruminado para chegar ao cérebro. As preciosidades que a obra contém, dispostas em pouco mais de 200 páginas, deveriam constituir leitura obrigatória para os atuais professores, especialmente para aqueles que pensam ser a profissão apenas mais um cargo, e que alunos são meros detalhes. Em uma determinada parte da obra, há uma consideração que transcrevo abaixo, e que merece reflexões: